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A Operação
Ponto e Venda, criada pela Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-BA) já
verificou 5.414 empresas desde outubro de 2024, realizando a apreensão de 176
máquinas de cartão irregulares. Além disso, foram detectados 383
estabelecimentos comerciais que não estavam funcionando no endereço indicado no
cadastro da Sefaz-Ba.
A ação da
pasta tem como objetivo aferir a regularidade das máquinas de cartões de
crédito e débito no comércio baiano. Nos equipamentos apreendidos, foi
constatado elas não correspondiam com o CNPJ da empresa. Segundo a Sefaz-BA,
Para cada equipamento irregular, a multa é de R$ 13.800.
“O fisco
baiano pode também enviar notícias-crimes sobre este tipo de irregularidade ao
Ministério Público Estadual (MPBA), tendo em vista que o uso de POS com CNPJ de
outra empresa ou um CPF de pessoa física configura crime contra a ordem
tributária, conforme a legislação”, ressalta o diretor de Planejamento da
Fiscalização da Sefaz-Ba, César Furquim.
De acordo
com o gerente de Mercadorias em Trânsito da Sefaz-Ba, Eraldo Santana, o
objetivo principal da operação é combater a prática de sonegação fiscal.
“Além de não
ocorrer a emissão do documento fiscal no ato de venda de mercadorias, o uso de
um POS com CNPJ de outra empresa ou de pessoa física indica omissão do
faturamento real”, reforça.
Indícios de
inconsistências entre o faturamento real das empresas e o valor declarado por
estas ao fisco são alvos dos cruzamentos de dados fiscais digitais realizados
pela Secretaria da Fazenda do Estado por meio de sistemas como a Malha Fiscal
Censitária e o Centro de Monitoramento On-line.
A Fazenda
estadual, além disso, recebe constantemente denúncias sobre empresas que não
estão emitindo nota fiscal ou que praticam outras irregularidades. Com a
operação Ponto de Venda, o objetivo é complementar as informações
proporcionadas por estas fontes de informação por meio da fiscalização in loco,
diretamente nos estabelecimentos.
Por Bahia
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