
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O ministro do Supremo Tribunal
Federal (STF), Dias Toffoli, negou uma ação que pedia a prisão do também
ministro Alexandre de Moraes. Toffoli negou o pedido da família de Clériston da
Cunha, morto em presídio, para prender Alexandre de Moraes por abuso de
autoridade, maus-tratos, tortura e prevaricação.
De acordo com reportagem
do Metrópoles, Clériston
da Cunha, conhecido como Clezão, um dos detidos durante os atos de 8 de janeiro
de 2023, morreu aos 46 anos após passar mal em novembro do ano passado no
presídio da Papuda, no Distrito Federal. O advogado Tiago Pavinatto assinou uma
queixa-crime contra Moraes atribuindo crimes cujas penas somadas podem chegar a
até 31 anos de prisão.
A peça protocolada pela família
do empresário destacava um parecer da Procuradoria Geral da República (PGR)
favorável à soltura de Clériston dois meses antes de seu óbito, bem como laudos
médicos que apontavam problemas de saúde. A manifestação não foi apreciada por
Moraes, relator da ação contra os atos antidemocráticos.
Para justificar a negativa do
pedido, Toffoli afirma que “mesmo que tivesse sido apreciado o pedido de
liberdade provisória, (1) não necessariamente teria sido revogada ou concedida
a prisão domiciliar, e ainda, (2) não necessariamente teria sido evitado o
falecimento de Clériston”. Outro ponto trazido pelo advogado da família de
Clériston é que a prisão preventiva não foi reavaliada após 90 dias, como
determina o Código de Processo Penal (CPP). Ao analisar o tema, Toffoli afirmou
que a falta de reavaliação não gera direito à revogação automática da prisão
preventiva.
Por Bahia
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