
Foto: Reprodução Youtube / UOL
Alexandre Nardoni, condenado em
2008 pela morte da filha Isabella, deixará a cadeia após receber progressão
para o regime aberto. O homem foi condenado a 30 anos de prisão após, junto com
a sua esposa, jogar Isabella do sexto andar do prédio em que moravam.
Nardoni cumpria a sua pena no
presídio de Tremembé, no interior de São Paulo, e após dezesseis anos passará a
figurar no regime aberto, graças a decisão publicada nesta segunda-feira (6).
De acordo com reportagem do G1,
o juiz José Loureiro Sobrinho apontou que Nardoni possui lapso temporal para
concessão do benefício. “Não há óbice à progressão devido à gravidade do
delito”. O juiz ainda destaca o bom comportamento carcerário do detento,
apontado pelas avaliações psiquiátricas e do presídio.
Na teoria, o regime aberto
consiste na liberação do preso para trabalhar e exercer outras atividades
durante o dia, tendo que se reservar, entre as 20h e 06h em uma casa de
albergado, modelo prisional que abriga presos no mesmo regime. No entanto,
como, na prática, tal estrutura não existe em São Paulo, os presos nesse regime
costumam ser liberados para as suas casas.
Alexandre, no entanto, ainda
deve cumprir algumas condições para manter os benefícios do regime aberto, como
comparecer trimestralmente à Vara de Execuções Criminais competente ou à
Central de Atenção ao Egresso e Família; obter ocupação lícita em 90 dias,
devendo comprová-la; permanecer em sua residência entre 20h e 06h; não mudar de
comarca ou residência sem autorização do juízo; e não frequentar bares, casas
de jogo ou outros locais incompatíveis com o benefício.
A lei prevê que Nardoni deveria
cumprir pelo menos 40% da pena em regime fechado e semiaberto antes de
solicitar a progressão ao regime aberto. Nardoni já cumpriu o tempo
estabelecido.
O advogado de Alexandre, Roberto
Podval, afirmou que “a decisão é irretocável [...], se não pensarmos na ideia
de reabilitação, a pena terá um efeito perverso”.
Em 2008, Nardoni foi condenado a
30 anos de prisão pela morte da filha Isabella. Alexandre já havia cumprido 16
anos da pena, além de ter conseguido a remissão de 990 dias de pena por
trabalhar, estudar e realizar a leitura de livros. Esses benefícios estão
previstos na Lei de Execuções Penais.
Por Bahia
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