
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A taxa de desocupação em todo o
país alcançou o patamar de 7,9% no primeiro trimestre de 2024, o que
representou um aumento de 0,5% na comparação com o quarto trimestre de 2023, e
a Bahia foi o estado que registrou a maior taxa de desemprego no período (14%).
Essas foram algumas das conclusões da Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta sexta-feira (17) pelo
IBGE.
A pesquisa revela que o
crescimento da taxa de desocupação no primeiro trimestre deste ano foi
registrado em oito Unidades da Federação. A desocupação cresceu em três regiões
brasileiras – Nordeste (aumento de 10,4% para 11,1%), Sudeste (de 7,1% para 7,6%)
e Sul (de 4,5% para 4,9%) – e ficou estável no Norte e no Centro-Oeste.
Os dados do IBGE mostram que
depois de cair por três trimestres seguidos, a taxa de desocupação na Bahia
subiu 1,3% entre os meses finais do ano passado e os três primeiros meses de
2024, chegando aos 14%. No primeiro trimestre de 2023, o desemprego na Bahia
estava em 14,4%, caindo para 13,4% no segundo trimestre, 13,2% no terceiro e
fechando o ano com 12,7% no último.
Apesar do crescimento da taxa de
desocupação neste primeiro trimestre, o resultado revelado pelo IBGE ainda é
menor do que o verificado no mesmo período do ano passado na Bahia.
Na comparação entre o último
trimestre de 2023 e o primeiro de 2024, o índice de desocupação no mercado de
trabalho recuou em seis estados e no DF. O desemprego está menor no Amapá (de
14,2% para 10,9%), em Mato Grosso (de 3,9% para 3,7%), em Rondônia (de 3,8%
para 3,7%), no Ceará (de 8,7% para 8,6%), em Sergipe (de 11,2% para 10%), no
Piauí (de 10,6% para 10%) e no DF (de 9,6% para 9,5%).
Em outro recorte da Pnad
Contínua, o IBGE mostra que no primeiro trimestre de 2024, o rendimento médio
habitual no Brasil foi estimado em R$ 3.123, crescendo tanto em relação ao 4º
trimestre de 2023 (R$ 3.077) quanto relação ao 1º tri de 2023 (R$ 3.004). Na
Bahia, o rendimento médio dos trabalhadores subiu de R$ 1.988 verificados no
último trimestre de 2024 para R$ 2.100 nos três primeiros meses de 2024, um
aumento de 5,6%.
Na comparação trimestral, apenas
a região Sul (R$ 3.401) apresentou crescimento, enquanto as demais regiões
tiveram estabilidade nos resultados. Já em relação ao mesmo trimestre do ano
anterior, o rendimento cresceu no Norte, Sudeste e Sul, com as demais regiões
em situação de estabilidade.
Segundo o IBGE, a massa de
rendimento médio mensal real de todos os trabalhos habitualmente recebido foi
de R$ 308,3 bilhões, estável ante o trimestre anterior (R$ 306,2 bilhões) e
maior do que no 1º trimestre de 2023 (R$ 289,1 bilhões). Todas as regiões
tiveram aumento da massa de rendimento em ambas as comparações.
A pesquisa mostrou ainda que no
primeiro trimestre de 2024, todas as faixas de tempo de procura por trabalho
mostraram reduções. Entre as pessoas que procuravam trabalho por dois anos ou
mais, o contingente caiu 14,5% frente ao primeiro trimestre de 2023, indo de
2,2 milhões para 1,9 milhões.
A Pnad Contínua também revela
que as taxas de desocupação seguem maiores para mulheres, pessoas pretas e
pardas e aquelas com o ensino médio incompleto. Todos esses grupos ficaram
acima da média nacional (7,9%). No primeiro trimestre, essa taxa foi estimada
em 6,5% para os homens e 9,8% para as mulheres.
Quando analisada a taxa de
desocupação por cor ou raça, a dos que se declararam brancos (6,2%) aparece
abaixo da média nacional, enquanto a dos pretos (9,7%) e a dos pardos (9,1%)
ficaram acima. Já na análise por nível de instrução, a taxa de desocupação para
as pessoas com ensino médio incompleto era de 13,9%. Para os que tinham
superior incompleto, a taxa foi de 8,9%, mais que o dobro da verificada para o
nível superior completo (4,1%).
A Pnad Contínua é o principal
instrumento para monitoramento da força de trabalho no país. A amostra da
pesquisa por trimestre no Brasil corresponde a 211 mil domicílios pesquisados.
Cerca de dois mil entrevistadores trabalham na pesquisa, em 26 estados e
Distrito Federal, integrados à rede de coleta de mais de 500 agências do IBGE.
Por Bahia Notícias