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Em boletim emitido com dados de
até quarta-feira (15), o Ministério da Saúde apontou aumento nos casos de febre oropouche pelo Brasil. No total,
foram registrados 5.102 casos desde o início do ano, destes, 2.947 estão no
Amazonas, enquanto 1.528, em Rondônia.
Outros casos confirmados e em
investigação foram contabilizados em estados como Acre, Amapá, Bahia, Espírito
Santo, Maranhão, Pará, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Roraima e Santa Catarina.
A secretária de Vigilância em
Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Ethel Maciel informou que essa difusão
da febre oropouche para outros estados brasileiros acontece há algumas semanas.
"Não temos só aquele concentração na região norte, como aconteceu no
primeiro momento. Acreditamos que ficaria concentrado, mas houve um
espalhamento", diz.
A febre oropouche acomete,
geralmente, pessoas com idades entre 20 e 29 anos, seguida por faixas etárias
de 30 a 39, 40 a 49 e 10 e 19 anos.
Para controle, a secretária
afirma que foi feita uma construção das orientações para observação clínica da
doença. "Não tínhamos um manual ou protocolo para febre oropouche",
diz.
O Ministério da Saúde afirmou
ainda ter distribuído testes para diagnóstico para os Lacens (Laboratórios
Centrais de Saúde Pública). O único teste capaz de diagnosticar a doença é o
RT-PCR, desenvolvido pela Fiocruz Amazonas. A coleta acontece por sangue.
A febre oropouche é transmitida
pela picada do Culicoides paraensisI, também conhecido como maruim ou
mosquito-pólvora, que tem um ciclo silvestre e urbano, e é detectada no Brasil
desde a década de 60.
Os sintomas da doença são
semelhantes ao da dengue. Os pacientes contaminados frequentemente relatam
temperatura acima dos 38ºC, dor de cabeça, muscular e articular, podendo
apresentar também quadros de náuseas, vômitos e tontura por um período de dois
a sete dias.
Tais sinais, no entanto, se
diferem do contágio da dengue porque, no caso da febre oropouche, o paciente
não evolui para um quadro grave de dores abdominais e hemorragias após alguns
dias desde o início dos sintomas -como pode acontecer em casos de dengue grave.
Os sintomas da febre oropouche
também podem ser bifásicos para 60% dos contaminados, ou seja, podem ter febre
e dores por alguns dias e, após uma semana e o desaparecimento, retornarem os
mesmos sinais, até sumirem completamente.
Não há registros de mortes por
febre oropouche até o momento, porém, em alguns casos, pode haver
comprometimento do sistema nervoso central em pacientes imunocomprometidos,
podendo resultar em meningite asséptica e meningoencefalite.
É mais comum apresentarem
sintomas da doença se o paciente tiver viajado para a região amazônica. Nestes
casos, o recomendado é procurar uma unidade de saúde para a avaliação
clínico-laboratorial.
Por Bahia Notícias