
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Os casos confirmados de dengue
no estado de São Paulo ultrapassaram a marca de um milhão. Desde o início deste
ano, a doença totaliza 1.044.945 de ocorrências, conforme dados do painel de
monitoramento da Secretaria Estadual de Saúde desta terça-feira (14).
Deste total, 1.031.714 são
classificados como casos leves, 11.968 apresentam sinais de alarme e 1.263
evoluíram para dengue grave. As mulheres, de 35 a 49 anos, são as mais
atingidas pela doença no estado.
Já o número de mortes pela
doença no estado subiu para 713. Outros 819 óbitos estão sendo investigados.
Entre os sintomas apresentados
por pacientes que tiveram a doença confirmada, febre, dor de cabeça e dor nos
músculos são os mais frequentes.
Outros sintomas também devem
acender um alerta, como dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes,
sangramento de mucosas, queda de pressão arterial, aumento do tamanho do
fígado, letargia ou irritabilidade, acúmulo de líquidos em cavidades corporais
(ascite, derrame pleural, derrame pericárdico), aumento progressivo do
hematócrito e hipotensão postural (tontura ao levantar).
Especialistas reforçam medidas
simples para evitar a contaminação, como cobrir caixas d'água, limpar
recipientes de água de animais de estimação e vedar ralos e pias.
A cidade de São Paulo é o
epicentro da dengue, com 322.427 casos e 138 mortes confirmadas. Em termos
históricos, a cidade nunca havia atingido esta marca.
De 2007, início da série
histórica, até 2023, a capital paulista registrou 71 mortes por dengue, segundo
dados da Secretaria Municipal de Saúde. Os anos com maiores números de óbitos
foram 2014 e 2015, com 14 e 25 mortes, respectivamente. Em 2023, foram 10
registros.
No Brasil, os casos prováveis
totalizam 4.797.362 e foram registradas 2.576 mortes por dengue neste ano.
Mulheres, de 20 a 29 anos, são as mais acometidas pela doença, conforme dados
do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde desta terça.
Neste momento, 24 estados e o
Distrito Federal registram queda na incidência da doença e dois seguem em
cenário de estabilidade, Maranhão e Mato Grosso, de acordo com anúncio feito
pelo Ministério da Saúde nesta terça.
Quanto às enchentes no Rio
Grande do Sul, a pasta afirmou que vai acompanhar "de forma
diferenciada" a situação na região.
Por Bahia Notícias