
Foto: Frame TV Brasil
As fortes chuvas do Rio Grande
do Sul deixaram ao menos 143 mortos, conforme boletim divulgado às 12h deste
domingo (12). Foram confirmadas sete novas mortes desde sábado (11), e o número
pode crescer nos próximos dias, uma vez que há 131 desaparecidos, segundo a
Defesa Civil gaúcha.
As mortes ocorrem em 44 cidades,
conforme a Defesa Civil, e há 806 feridos.
Diante das enchentes, que
afetaram mais de 2 milhões de pessoas no estado, gaúchos têm buscado refúgio
com parentes ou amigos em outros estados, como Santa Catarina.
Segundo a Defesa Civil estadual,
o número de desaparecidos vem caindo ao longo dos dias —a população tem sido
orientada a procurar a Polícia Civil para informar sobre a localização de
familiares.
O boletim deste domingo também
indica o aumento de pessoas em abrigos montados para socorrer as vítimas que
não têm para onde ir. São 81.285 desabrigados, 10 mil a mais do que constava do
boletim da manhã deste sábado (11).
O total de desalojados também
aumentou, passando de 339.928 para 538.284.
Dos 497 municípios gaúchos, 446
acabaram afetados pela tragédia.
Também são ao menos 303 mil
pontos sem energia (o número é maior, porém a RGE Sul não informou a quantidade
de pontos na manhã desta sexta) e 208 mil imóveis continuam sem água no estado.
As aulas foram suspensas nas
2.338 escolas da rede estadual e mais de 338 mil alunos acabaram impactados.
Neste domingo, são 1.028 escolas afetadas, 528 danificadas e 84 servindo de
abrigo.
A tragédia tem sido comparada ao
furacão Katrina, que em 2005 destruiu a região metropolitana de Nova Orleans,
na Lousiana (EUA), atingiu outros quatro estados norte-americanos e causou mais
de mil mortes.
Profissionais de saúde apontam
semelhanças entre as duas tragédias, como falta de prevenção de desastres
naturais e inexistência de uma coordenação centralizada de decisões. Colapso
nos hospitais, dificuldade de equipes de saúde chegarem aos locais de trabalho
e desabastecimento de medicamentos e outros insumos são outras semelhanças
apontadas.
O nível da água do lago Guaíba,
que inundou a capital Porto Alegre, estava em 4,64 metros na medição do cais
Mauá às 8h deste domingo, conforme informações da Ceic (Centro Integrado de
Coordenação de Serviços). No sábado (4), ele havia chegado a 5,30 metros,
conforme o Ceic.
O lago é considerado inundado
quando atinge 3 metros de altura. Há um alerta que é emitido quando o nível da
água está em 2,5 metros.
Por isso, mesmo com a diminuição
no volume de água do Guaíba, ruas e avenidas da capital gaúcha continuavam
alagadas nesta quinta.
Ao mesmo tempo, o governo gaúcho
alertou na segunda-feira para o risco de enchentes nos municípios localizados
às margens da Lagoa dos Patos. A água que bloqueia ruas da região metropolitana
desce pela lagoa em direção ao mar, o que pode acontecer rapidamente ou de
forma mais lenta, dependendo da direção do vento.
A volta da chuva e de ventos
fortes à região de Porto Alegre nesta quarta-feira (8) fez a prefeitura
paralisar o resgate das vítimas das enchentes históricas. A previsão, segundo o
Inmet, é que a temperatura caia no Rio Grande do Sul nesta semana.
SITUAÇÃO NO RS APÓS AS CHUVAS
- 143 mortes
- 131 desaparecidos
- 806 feridos
- 81.285 desabrigados (quem teve
a casa destruída e precisa de abrigo do poder público)
- 538.284 desalojados (quem teve
que deixar sua casa, temporária ou definitivamente, e não precisa
necessariamente de um abrigo público –pode ter ido para casa de parentes, por
exemplo)
- 2.115.704 pessoas afetadas no
estado
SAIBA A DIFERENÇA DOS TERMOS
Afetado: Qualquer pessoa que
tenha sido atingida ou prejudicada por um desastre, como feridos, desalojados,
desabrigados e pessoas que perderam sua fonte de renda
Desalojado: Pessoa que foi
obrigada a abandonar temporária ou definitivamente sua habitação, em função de
evacuações preventivas, destruição ou avaria grave, decorrentes do desastre, e
que, não necessariamente, carece de abrigo provido pelo sistema
Desabrigado: Desalojado ou
pessoa cuja habitação foi afetada por dano ou ameaça de dano e que necessita de
abrigo provido pelo Estado
Fonte: Glossário de Defesa Civil
Por Bahia
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