
Foto: Gustavo Mansur/SECOM
O governador do Rio Grande do
Sul Eduardo Leite (PSDB) afirma que serão necessários R$ 19 bilhões para
reconstruir as perdas em decorrência das chuvas que atingem o estado desde a
última semana.
"São necessários recursos
para diversas áreas. Insisto: o efeito das enchentes e a extensão da tragédia
são devastadores", escreveu ele em seu perfil oficial no X (antigo
Twitter). "Nas próximas horas, vamos detalhar as ações projetadas que
contemplariam as nossas necessidades."
Na última terça-feira (7), o
governo federal reconheceu estado de calamidade pública no RS, o que facilita a
liberação de verbas ao estado. As autoridades também liberaram o saque do FGTS
(Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e pagamentos antecipados do Bolsa
Família, do seguro-desemprego e de benefícios como aposentadoria e pensão por
morte.
Também foi suspenso o pagamentos
de tributos para a Receita e a Fazenda, além do adiamento de prazos de
renegociação de dívidas com os cinco principais bancos do país e de
financiamento de crédito habitacional.
Na manhã desta quinta (9), a
Defesa Civil do estado divulgou que o número de mortos subiu para 107 e o de
desaparecidos, para 136. Mais de 164 mil moradores estão desalojados e há ao
menos 400 mil pontos sem energia e 500 mil sem água no estado.
Novos temporais devem atingir as
regiões já castigadas a partir de sexta-feira (10), com mais intensidade entre
o centro-norte e o leste gaúcho, incluindo o litoral norte do estado e o sul de
Santa Catarina. Nessas regiões, o volume de chuva deve variar entre 200 mm e
300 mm.
Leite alterou em torno de 480
normas do Código Ambiental do RS em seu primeiro ano de mandato, em 2019. A
medida, sancionada em 2020, acompanhou o afrouxamento da política ambiental
brasileira incentivada, à época, pelo então ministro Ricardo Salles, do MMA
(Ministério de Meio Ambiente), no governo Bolsonaro.
Por Bahia
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