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A Primeira Turma do Supremo
Tribunal Federal (STF) confirmou nesta quarta-feira (8) a decisão do ministro
Cristiano Zanin de declarar-se impedido de julgar um recurso do ex-presidente
Jair Bolsonaro (PL) contra uma condenação que lhe foi imposta pelo Tribunal
Superior Eleitoral (TSE).
A análise está ocorrendo em uma
sessão extraordinária do plenário virtual. Alexandre de Moraes e Luiz Fux
votaram para acompanhar o relator. Zanin atendeu a um pedido da defesa de
Bolsonaro.
O ministro do STF ressaltou que a contestação feita pelos advogados de
Bolsonaro contra sua relatoria foi apresentada fora do prazo exigido.
Entretanto, reconheceu que atuou, como advogado do presidente Luiz Inácio Lula
da Silva (PT), em um outro caso do TSE que tem semelhanças com o que gerou a
condenação de Bolsonaro.
Por isso, Zanin argumentou que caso essa outra ação também chegue ao STF,
poderia ser distribuída em conexão para ele, o que geraria o impedimento nos
dois casos.
No recurso ao STF, Bolsonaro questiona a decisão do TSE de junho de 2023,
quando a maioria dos ministros do tribunal considerou que ele cometeu abuso de
poder político e uso indevido dos meios de comunicação ao questionar a lisura
do sistema eleitoral durante um encontro com embaixadores. O ex-presidente já
recorreu dentro do TSE, e agora questiona o resultado do julgamento no STF.
Em outubro, Bolsonaro foi novamente condenado pelo TSE, por abuso de poder
político e econômico nas comemorações do Bicentenário da Independência, em 7 de
Setembro de 2022. O ex-presidente também recorre contra essa decisão. Caso uma
das duas seja derrubada, a outra segue valendo, inclusive com o prazo de
inelegibilidade até 2030.
Por Bahia Notícias