
Foto: Flickr / Governo do RS
O presidente do Senado, Rodrigo
Pacheco (PSD-MG), sugeriu neste domingo (5) em Porto Alegre um novo
"orçamento de guerra", aos moldes do que foi feito durante a pandemia
de Covid-19, para a reconstrução do Rio Grande do Sul.
A adoção de medidas fiscais
extraordinárias também foi apontada pelo presidente da Câmara dos Deputados,
Arthur Lira (PP-AL), e pelo vice-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal),
Edson Fachin, durante reunião no estado.
Pacheco afirmou que, em
situações "de guerra", não há "limitações" nem
"restrições legais de tempos comuns". O senador falou em buscar
"soluções excepcionais e atípicas" e relembrou a PEC (proposta de
emendas à Constituição) aprovada na pandemia.
"Há necessidade de retirar
da prateleira e da mesa a burocracia, as travas, as limitações, para que nada
falte ao Rio Grande do Sul para a sua reconstrução. Fizemos isso na pandemia,
com muita altivez no âmbito do Congresso Nacional, com proposta de emenda à
Constituição que apelidamos de PEC da Guerra. Inúmeras medidas legislativas
excepcionais."
Na mesma linha, Lira disse que
vai se reunir com os líderes para encontrar uma resposta "dura, firme e
efetiva, como foi na pandemia". O deputado também afirmou que é preciso
contar com a sensibilidade do ministro Fernando Haddad, da Fazenda —que
acompanhava o grupo.
"Penso, presidente Pacheco,
que nossa responsabilidade nesta semana será de perseverança, discussão e de
rumo para que a gente elabore uma medida totalmente extraordinária",
disse. "Como na pandemia eu penso que esta tragédia tem e terá muito a
nossa atenção, tanto na Câmara como no Senado."
Pacheco, Lira e Fachin visitaram
o Rio Grande do Sul neste domingo ao lado do presidente Lula (PT), da
primeira-dama, Rosângela da Silva, de 13 ministros do governo e do presidente
do TCU (Tribunal de Contas da União), Bruno Dantas.
Durante o pronunciamento
conjunto à imprensa, Lula prometeu destravar obstáculos da burocracia para
garantir o socorro ao Rio Grande do Sul. O petista também afirmou que é preciso
ajudar as empresas do estado para assegurar que as pessoas não percam seus
empregos.
Já o ministro Fachin, que deve
ser o próximo presidente do Supremo, afirmou que o Poder Judiciário poderá
ajudar a dirimir eventuais dúvidas. Fachin disse que o Congresso deverá fazer
"um regime emergencial, como o feito durante a pandemia".
Neste sábado (4), o governador
do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), afirmou que o estado precisaria de
um "Plano Marshall", em referência ao plano dos Estados Unidos para
reconstrução de países aliados após a Segunda Guerra Mundial.
"O Rio Grande do Sul vai
precisar de uma espécie de Plano Marshall de reconstrução, daquele da
reconstrução da Europa do pós-guerra. A gente vai precisar de um plano de
excepcionalidade em processos, em recursos, em medidas absolutamente
extraordinárias."
Por Bahia
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