
Fotos: Feijão Almeida / GOVBA
O governador Jerônimo Rodrigues
(PT) assinou, nesta terça-feira (30), contratos de chamamento público com
12 entidades selecionadas, através de edital para a construção de 2.748
cisternas. Serão R$ 40 milhões aportados para a política de segurança hídrica e
alimentar que beneficia, principalmente, os municípios que têm sido afetados
pela seca na Bahia. A iniciativa prevê a instalação das cisternas em
comunidades rurais do semiárido baiano.
O edital do Programa Cisternas,
parceria do Governo do Estado com o Ministério de Desenvolvimento Social (MDS),
contou com mais de 35 entidades inscritas e 12 selecionadas.
Jerônimo acrescentou que não é
admissível ver o povo morrer por escassez de água ou por acesso à água de má
qualidade. “Um povo sem água é um povo refém, é um povo de cabeça baixa, é um
povo doente. Sem água limpa, sem água tratada, o povo adoece, morre de
verminose. Em pleno ano de 2024, morrer de verminose é inadmissível”,
frisou.
Os contratos assinados
contemplam a instalação de reservatórios de 16 mil litros na casa de famílias
quilombolas e em situação de extrema pobreza. A educação rural também será
beneficiada com mais 969 cisternas de 52 mil litros, instaladas nas escolas estaduais
e municipais e espaços comunitários. Através da Secretaria de Assistência e
Desenvolvimento Social (Seades) e do Programa Bahia Sem Fome, também foi
autorizado o lançamento de edital de chamada pública para a construção de cinco
mil cisternas de 16 mil litros, em 51 municípios do estado. Serão destinados R$
32 milhões para a construção das cisternas.
BAHIA SEM FOME
No mesmo dia, o governo do
estado lançou o projeto Comida no Prato, no âmbito do programa Bahia Sem Fome,
que tem como objetivo viabilizar o funcionamento de unidades sociais produtoras
e doadoras de alimentos para fornecer refeições a quem mais precisa. Com um
investimento de mais de R$ 24 milhões, o governo irá alimentar famílias em
vulnerabilidade social.
A Iniciativa conta com a
parceria de 50 organizações sociais, e irá distribuir 2,2 milhões de refeições,
através de 100 cozinhas comunitárias e solidárias, inicialmente nos 14 maiores
municípios da Bahia, distribuídos em 11 territórios de identidade, por 12
meses. As cidades são: Alagoinhas, Barreiras, Camaçari, Feira de Santana,
Ilhéus, Itabuna, Jequié, Lauro de Freitas, Paulo Afonso, Porto Seguro,
Salvador, Santo Antônio de Jesus, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista.
O governador celebrou a
oportunidade de disponibilizar orçamento para o combate à fome e afirmou que
outras etapas serão elaboradas nesse intuito. “O Bahia Sem Fome não se resume à
distribuição de comida. O combate à fome é permanente, na geração de emprego e
no fortalecimento das atividades econômicas, geração de renda, seja na
agricultura, seja na economia solidária ou nos empreendedores, e nós teremos
outras etapas”, ressaltou.
Ainda na ocasião, foi publicado
o Edital de Chamada Pública Comida no Prato, visando ampliar a rede de
equipamentos integrados no combate à fome no estado. Além disso, recursos foram
repassados para 70 municípios que integram a Rede de Segurança Alimentar e
Nutricional, por meio do Alimenta Suas, após adesão ao Sistema de Segurança
Alimentar e ao Programa Bahia Sem Fome.
Por Bahia
Notícias