
Foto:Divulgação/Prefeitura de
São Francisco de Assis
Uma cidade do interior do Rio
Grande do Sul elegeu novamente um prefeito que havia sido cassado cerca de um
mês antes por compra de votos. Além do prefeito, o vice-prefeito e o presidente
da Câmara de Vereadores da cidade foram cassados.
De acordo com o UOL, eleições
suplementares foram realizadas neste domingo (28) no município de São Francisco
de Assis, a 434 km de Porto Alegre. A cidade de cerca de 18 mil habitantes
elegeu novamente Paulo Renato Cortelini (MDB), que havia sido julgado pelo TSE
por compra de votos há pouco mais de um mês.
Em março deste ano, o prefeito
foi cassado, junto ao vice-prefeito e ao presidente da Câmara. O mandato de
Cortelini havia começado em 2020 e após julgamento do Tribunal Superior
Eleitoral (TSE), foi cassado em caráter definitivo no dia 7 do mês passado.
Em menos de um mês, a cidade
teve três prefeitos interinos diferentes. Como também foram cassados o
vice-prefeito e o presidente da Câmara, o vice-presidente da Casa legislativa,
Franklin Buiú Pereira (PDT), foi empossado interinamente.
Após novas eleições na Câmara, o
vereador Miguel Lamberty (MDB) substituiu Pereira, mas renunciou para poder
concorrer a prefeito nas eleições de outubro. Desde então, o presidente da
Câmara passou a ser o vereador Ancelmo Olin (PDT).
Apesar de ter sido cassado,
Cortelini não foi considerado inelegível pelo TSE. Os ministros decidiram que,
ao contrário do vice, Jeremias Oliveira (PDT), e do presidente da Câmara, Vasco
Carvalho (MDB), não havia comprovação da participação de Cortelini nos ilícitos
eleitorais.
O vice-prefeito e o presidente
da Câmara foram condenados por doação de combustível e cestas básicas em troca
de votos durante a campanha de 2020. O novo mandato de Cortelini dura até o
final deste ano, uma vez que a cidade irá escolher novos prefeito e vereadores
durante as eleições municipais de 6 de outubro deste ano.
Por Bahia
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