
Quase metade (42%) dos baianos enfrentam algum grau de insegurança alimentar Crédito: Marina Silva/CORREIO
Quase metade (42%) dos baianos enfrentam algum grau de insegurança
alimentar, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). São 6,3 milhões de pessoas nessa situação, o segundo pior índice do
país. Mas, afinal, o que significa insegurança alimentar e quais são os riscos
para a saúde?
Insegurança alimentar e fome não são sinônimos. Na verdade, a primeira
condição está relacionada ao acesso regular ou não a alimentos suficientes para
atender as necessidades diárias de nutrição. Ela é classificada em três tipos.
A insegurança alimentar é caracterizada como leve quando há incerteza
quanto à regularidade das refeições, e moderada quando há efetiva redução da
quantidade de comida. Já a insegurança grave ocorre quando as pessoas sentem
fome.
O acesso precário à alimentação causa danos para a saúde, como explica a
nutricionista Carolina Dias. “Quando as pessoas não têm uma alimentação
adequada, podem enfrentar deficiências nutricionais como falta de vitaminas e
minerais essenciais. Isso pode levar a problemas de saúde como enfraquecimento
do sistema imunológico, anemia, desnutrição e até mesmo problemas de
desenvolvimento em crianças”, explica.
As crianças, idosos e pessoas com comorbidades são as que correm mais
risco. “Em casos muito extremos, a insegurança alimentar pode levar à morte.
Quando uma pessoa não recebe os nutrientes necessários por um longo período de
tempo, seu corpo fica debilitado e incapaz de combater doenças e infecções.
Além disso, a falta de alimentos pode levar a desnutrição grave, que pode ser
fatal se não tratada”, revela a especialista.
O número de domicílios com insegurança alimentar grave, onde pode ter
havido fome, chegou a 339 mil no estado - o que representa 6,1% do total. São
844 mil pessoas vivendo nessa condição, 143 mil a menos do que em 2018. Os
dados fazem parte do módulo de Segurança Alimentar da Pesquisa Nacional por
Amostra de Domicílios Contínua (PNADC).
Por Correio24horas