
Foto: Fabio Souza / CBF
O Supremo Tribunal Federal (STF)
vai julgar nesta quarta-feira (24) a permanência de Ednaldo Rodrigues na
presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Os ministros vão
decidir se derrubam ou não a liminar concedida por Gilmar
Mendes que reconduziu o dirigente baiano ao cargo máximo da entidade.
Ao mesmo tempo que decidem a
manutenção de Ednaldo no comando da CBF, o plenário do STF também vai julgar se
a determinação do Tribunal de Justiça do Rio de
Janeiro (TJ-RJ) que destituiu o dirigente do cargo no dia 7 de dezembro de 2023
é válida ou não. Caso a liminar seja derrubada, novas eleições serão
convocadas para escolher o novo mandatário da entidade.
RELEMBRE O CASO
Em 2018, o MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) moveu uma ação contra a
CBF por entender que o estatuto da entidade estava em desacordo com a Lei Pelé,
que previa peso igualitário entre federações e clubes. Porém, no meio do
caminho, o então presidente da CBF, Rogério Caboclo, foi afastado do cargo por
causa de denúncias de assédio sexual.
Ednaldo Rodrigues, que era vice
à época, assumiu como interino e negociou o TAC com o MPRJ. A eleição de
Caboclo foi anulada, outra marcada e Ednaldo eleito. O questionamento dos
demais vices que faziam parte da administração de Caboclo é que eles não foram
consultados sobre o acordo e que foram prejudicados pelo seu desdobramento, já
que também precisaram sair de seus cargos. Além disso, dizem que o juízo de 1º
grau não tinha competência para homologar o acordo.
Em março de 2022, Ednaldo foi
eleito presidente da CBF pelos próximos quatro anos. O mandato do
dirigente baiano termina no dia 23 de março de 2026.
Por Bahia
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