
Foto: Anderson Ramos / Bahia
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Mesmo com as constantes
mobilizações na galeria da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) como forma
de pressionar o governo pela aprovação do Projeto de Lei Complementar nº
154/2023 (PLC 154), que trata do plano de cargos e salários da Defensoria Pública
do Estado da Bahia (DPE), ao que tudo indica, o PL segue sem previsão de entrar
na pauta de votação do Legislativo.
A partir de hoje, 413 defensores públicos iniciaram uma
paralisação, organizada pela Associação das Defensoras e Defensores Públicos do
Estado da Bahia (Adep-BA). Após os três dias sem os serviços
defensoriais, a categoria votará em assembleia a possibilidade de greve, como
forma de protesto. Apesar da paralisação, a Adep informou que audiências de
custódia, casos de violência contra a mulher e urgências médicas serão
atendidas.
A novela se arrasta desde
dezembro do ano passado, quando o PL chegou a entrar na ordem do dia. A votação, no entanto, mesmo sem objeções da ala da
oposição, liderada por Alan Sanches (União), foi abortada. Na
ocasião, o líder do governo, Rosemberg Pinto (PT), justificou que o projeto da
DPE tinha chegado “com problemas técnicos” e que seria necessário consultar a
Governadoria.
“O projeto da DPE foi construído
há cinco anos e, ao longo do tempo, foram feitos vários ajustes nele que
precisam ser adequados [...] Vamos fazer os ajustes necessários e votar em
outro momento”, explicou Rosemberg Pinto à época.
Desde o início dos trabalhos
desta Legislatura, em fevereiro, o PL 154 ainda não entrou na pauta de votação.
Em conversa com o Bahia Notícias, nas últimas semanas, o líder do governo
ressaltou que a apreciação da matéria segue sem previsão. Nesta terça-feira
(23), em entrevista ao Bahia Notícias, o parlamentar afirmou que desconhece da
tramitação do projeto e que é algo que não depende da Assembleia
Legislativa.
“Hoje nós vamos apreciar aqui o
projeto de lei que fala da Bahia pela Paz e outro projeto de lei que diz
respeito aos professores indígenas. Então eu desconheço da tramitação para hoje
do projeto da defensoria. É bom deixar claro que o projeto da defensoria não
depende da Assembleia. Existe uma divergência entre a Defensoria e o Poder
Executivo, que eles precisam resolver isso. Enquanto não resolver essa
pendência, dificilmente a Assembleia Legislativa vai poder pautar o projeto. É
algo que depende do Executivo, não depende da Assembleia Legislativa. Não é uma
questão específica de plano de carrego de salário, só equiparação de salário a
outros poderes. É uma série de valores que precisam ser ajustados com o Poder
Executivo. Não é pra essa semana não”, disse Rosemberg.
Por Bahia
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