
Foto: Wilson Dias / Agência Brasil
A relatora do projeto de lei que
reformula o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse),
deputada Renata Abreu (Podemos-SP), fixou em seu parecer um custo de R$ 15
bilhões para os benefícios no período de 2024 a 2026, como acordado com o
Ministério da Fazenda.
No entanto, ela excluiu a
redução do número de atividades contempladas pelo incentivo e manteve a
possibilidade de empresas tributadas pelos regimes do lucro real e arbitrado
serem beneficiadas, ao contrário do que defende a equipe econômica. No início de
abril, matéria do Bahia Notícias mostrou a lista de atividades que continuam e como
funcionará o programa a partir de agora.
Além disso, a deputada do
Podemos prevê redução dos benefícios do Perse, antes da extinção, em 2027,
apenas para as empresas do lucro real ou arbitrado e somente a partir do ano
que vem. As outras companhias terão alíquotas de impostos zeradas até 2026. O
projeto original, protocolado pelo líder do governo na Câmara, José Guimarães
(PT-CE), previa a diminuição dos incentivos a partir deste ano e para todas as
companhias.
O relatório de Renata foi divulgado no último sábado
(20), mas ainda pode sofrer alterações após passar por análise do
Colégio de Líderes da Câmara, liderado pelo presidente da Casa, Arthur Lira
(PP-AL). O texto tramita com urgência e a previsão é que seja votado nesta
terça-feira.
Por Bahia Notícias