
Sara Freitas Crédito: Reprodução
A segunda audiência de instrução
do caso da cantora gospel Sara Freitas foi realizada nesta terça-feira (16) em
Dias D'ávila. Quatro testemunhas de acusação e as testemunhas de defesa foram
ouvidas, mas o interrogatório dos réus foi adiado para o dia 7 de maio. As
informações foram reveladas pelo advogado da família de Sara, Rogério Matos.
Segundo o representante, o
adiamento ocorreu pelo horário de término das diligências das testemunhas. A
audiência, que começou pela manhã, terminou por volta das 16h. A preocupação
era com o transporte dos quatro réus, Ederlan Mariano, Weslen Pablo, Victor
Gabriel e Gideão Duarte, presos no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em
Salvador.
"Terminando a instrução no
dia 7, a nossa expectativa é de que vá à júri popular", disse o advogado.
O primeiro dia de audiência do
julgamento do pastor Ederlan Santos Mariano e três cúmplices pelo assassinato
da pastora e cantora Sara Freitas, foi realizado no último 26 de março, no
Fórum Criminal de Dias D’Ávila. A audiência, que começou por volta das 9h e foi
promovida de maneira híbrida pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA),
apresentou problemas de conexão e precisou ser interrompida às 13h10 por
instabilidade do sistema, de acordo com advogados da família da vítima e de
Ederlan, apontado como autor intelectual do crime.
A expectativa do TJ-BA era de
que todas as testemunhas da acusação fossem ouvidas. Ao todo, eram 11 as
pessoas arroladas pelos advogados que acusam o pastor de ter mandado matar a
própria esposa e Weslen Pablo Correia de Jesus - conhecido como “Bispo Zadoque”
-, Gideão Duarte de Lima e Victor Gabriel Oliveira Neves por terem executado o
crime. No entanto, Otto Lopes, advogado de defesa de Ederlan, afirmou que nem
todos foram ouvidos e a audiência adiada.
“Audiência finalizada agora
[13h10], conexão do fórum péssima. Não foram ouvidas todas as testemunhas.
[[..] A expectativa da defesa sempre será que a verdade dos fatos apareça, o
devido processo legal seja respeitado e a justiça seja feita”, disse ele, ao
destacar o que espera do julgamento de seu cliente e os demais envolvidos.
Rogério Matos, advogado da
família de Sara, detalhou que apenas seis das testemunhas foram ouvidas até a
interrupção da audiência por problemas técnicos.
Entre as testemunhas arroladas
pela acusação, estão pessoas que poderiam confirmar a presença dos acusados no
local do crime e os métodos apontados na denúncia apresentada contra os quatro
pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA).
Por Correio24horas