Fachin avalia retirar casos de Mendonça para conter crise no STF
Fotos: Reprodução / Agência Brasil / CNJ
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, avalia retirar do ministro André Mendonça a relatoria das investigações que envolvem o Banco Master e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A medida em estudo prevê a transferência temporária dos casos para a presidência da Corte, com o objetivo de desacelerar o conflito institucional entre integrantes do tribunal.
Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, Fachin reuniu seus auxiliares mais próximos no domingo (6) para alinhar a condução desse cenário inédito. A avaliação de interlocutores é de que a centralização dos processos na presidência é necessária para conter os ânimos e reduzir o poder de ataque entre as alas do tribunal que apoiam Mendonça e Alexandre de Moraes.
A articulação da presidência teve início antes de Mendonça determinar, nesta terça-feira (8), o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A ordem do relator foi submetida a julgamento na Segunda Turma do STF e chegou a formar maioria para ser mantida, mas a análise foi suspensa após um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.
Em reação à decisão de Mendonça, diretores da Polícia Federal puseram seus cargos à disposição. O desgaste entre os ministros tornou-se público após Mendonça derrubar o sigilo de mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, endereçadas a Moraes dias antes de sua prisão, em novembro de 2025.
Em resposta, Moraes abriu apuração contra Mendonça com base em relatório interno da PF. A investigação de Moraes contra o colega, contudo, foi retirada do inquérito das fake news por determinação do próprio Fachin.
O presidente do STF demonstrou insatisfação com os métodos adotados por ambos os colegas e cobrou informações formais em até cinco dias de Mendonça, Moraes, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e de Andrei Rodrigues sobre as circunstâncias dos relatórios produzidos.
Em declaração recente, Fachin afirmou que a resposta da instituição será "firme, proporcional e rigorosa", destacando como metas prioritárias de sua gestão a aprovação de um código de ética no tribunal, o encerramento do inquérito das fake news.
Por Bahia Notícias






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