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Sobe para 72 o número de migrantes do Marrocos mortos em tentativa de entrar em Ceuta

Publicada em: 03/08/2026 06:49 -

Foto: Reprodução

 

O número de migrantes mortos na tentativa de entrada em massa em Ceuta subiu para 72, mostra novo balanço divulgado neste domingo (2) pelo governo local.
 

A maioria das quase 60 mil pessoas que entraram no exclave da Espanha na última semana já retornou ao Marrocos, em uma crise migratória sem precedentes no território situado no norte da África.
 

O novo balanço foi feito pelo delegado do governo em Ceuta, Miguel Ángel Pérez Triano. O número anterior era de 67 mortos. Grande parte das mortes se deu por afogamento. Pisoteamentos também fizeram vítimas.
 

A polícia e as tropas espanholas patrulharam as ruas de Ceuta neste domingo, enquanto o exclave retorna à normalidade após o fluxo repentino de migrantes procedentes do Marrocos. Poucos migrantes continuam no exclave.
 

Segundo o Ministério do Interior do Marrocos, as travessias em massa foram impulsionadas por desinformação nas redes sociais, redes de tráfico humano e pela interpretação equivocada de uma decisão judicial espanhola que proíbe a devolução imediata de migrantes interceptados no mar.
 

Neste domingo, a pasta informou que onze pessoas morreram, do lado marroquino, tentando a travessia. O número difere do das autoridades espanholas.
 

O episódio desencadeou uma crise internacional para a Espanha. Vários aliados europeus criticaram Madri por suas políticas favoráveis à regularização de migrantes.
 

O papa Leão 14 fez uma breve referência neste domingo à crise em Ceuta, durante a bênção do Angelus. "Sigo com preocupação a alarmante situação em Ceuta. Pedindo a Deus, por meio da intercessão de Nosso Senhor da África, que se possam encontrar soluções de paz, de estabilidade e de justiça."
 

Pequenas embarcações infláveis de uma unidade de resgate monitoram neste domingo as águas ao redor de uma nova cerca fronteiriça que avança pelo mar Mediterrâneo. A barreira de 500 metros, com boias, foi instalada no sábado para reforçar a segurança.
 

A Espanha atribuiu a crise a grupos criminosos que divulgaram boatos de que uma recente sentença do Supremo Tribunal do país sobre imigração facilitaria a entrada dos migrantes.
 

Alguns analistas sugeriram que o governo do Marrocos pode ter permitido a travessia dos migrantes para exercer pressão diplomática sobre a Espanha, que recentemente melhorou suas relações com a vizinha Argélia, rival de Rabat.
 

A União Europeia anunciou uma reunião por videoconferência na terça-feira (4), depois que 22 membros do bloco publicaram uma carta aberta e pediram uma resposta rápida e coordenada para evitar novas entradas descontroladas de migrantes sem documentos.
 

A Itália suspendeu o acordo de Schengen com a Espanha, que permite a livre circulação sem visto entre fronteiras, a partir do sábado, com validade de um mês.
 

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, criticou, em uma carta aos líderes da UE, a reação "egoísta" de alguns países do bloco.

  

Por Bahia Notícias

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