Marcelo Camargo/Agência Brasil
O preço médio do diesel S-10 voltou a cair nos postos brasileiros e registrou a sexta semana consecutiva de redução, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O combustível foi vendido, em média, a R$ 7,16 por litro na última semana, com recuo de R$ 0,04.
Desde o início de abril, quando o diesel atingiu pico de R$ 7,58 por litro em meio à tensão no Oriente Médio, a queda acumulada já chega a R$ 0,42. De acordo com agentes do setor, a redução está ligada ao alívio nas cotações internacionais do petróleo após a escalada provocada pela guerra envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos, além do aumento da oferta nacional de combustível.
A Petrobras informou que suas refinarias operaram acima de 100% da capacidade nominal em maio e também anunciou recorde de produção de diesel S-10 no primeiro trimestre deste ano. Com maior produção interna, o Brasil reduziu a necessidade de importação de combustíveis.
Dados do setor apontam queda de quase 30% nas importações de óleos combustíveis até a terceira semana de maio, na comparação com o mesmo período de 2025. Mesmo com a sequência de reduções, o valor atual do diesel ainda permanece mais de R$ 1 acima do registrado antes do agravamento do conflito internacional.
Diante da gravidade do quadro, a promotora Tahiane Stochero assinou, no dia 22 de maio de 2026, uma decisão de prorrogação do inquérito civil por mais um ano e expediu uma recomendação ao Secretário de Segurança Pública do Estado da Bahia e ao Delegado-Geral da Polícia Civil. Os órgãos foram notificados, por meio da Procuradoria-Geral de Justiça, para que apresentem, no prazo máximo de 30 dias corridos, explicações formais sobre a situação caótica da delegacia e um plano detalhado para a construção de uma nova sede no município.
A recomendação exige ainda providências imediatas: disponibilização de verba para alimentação dos presos, adequação das carceragens para separar homens, mulheres e adolescentes com sistema de monitoramento, manutenção integral das atividades da unidade com padrões adequados de segurança e higiene, e instalação de computadores para que a população possa registrar boletins de ocorrência de crimes de menor potencial ofensivo, como furtos e perda de documentos, no sistema virtual Devir da Polícia Civil, liberando os policiais para atuação em casos mais complexos.
O Ministério Público afirmou que eventual descumprimento pode configurar os crimes de desobediência, obstrução da justiça e retardamento ou omissão de dados indispensáveis à investigação do MP, além de responsabilização administrativa, cível e por improbidade administrativa.
Além disso, a promotoria já sinaliza que a falta de manutenção pode levar à propositura de uma ação civil pública buscando a interdição total ou parcial da delegacia, medida que, se concretizada, deixaria a cidade e toda a região circunvizinha sem atendimento policial presencial.
Por Bahia Notícias
