O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), apresenta nesta sexta-feira (27) o parecer final com recomendação de indiciamento de 216 pessoas. A análise ocorre após decisão do Supremo Tribunal Federal que derrubou a liminar que permitia a prorrogação do colegiado. Entre os nomes incluídos está o empresário Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
A defesa de Lulinha nega irregularidades e afirma que ele não é investigado formalmente pela Polícia Federal, embora seu nome tenha sido citado durante as apurações, inclusive em operações de busca relacionadas à empresária Roberta Luchsinger. O relatório menciona indícios de proximidade com investigados, mas a CPMI não conseguiu avançar em suspeitas como supostas “mesadas” e viagens custeadas por empresários.
Gaspar recomenda o indiciamento de Lulinha por crimes como tráfico de influência, lavagem de dinheiro, organização criminosa e participação em corrupção passiva. Também estão entre os principais alvos o empresário Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como líder do esquema, e Maurício Camisotti, descrito como operador.
Com 4.340 páginas e dividido em nove núcleos, o relatório ainda sugere que a Polícia Federal aprofunde investigações em pontos não concluídos. A comissão, instalada em agosto, encerra os trabalhos neste sábado (28), e suas recomendações serão encaminhadas à Procuradoria-Geral da República.
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
