
Ministro Fernanado Haddad Crédito: Paulo Pinto/Agência Brasil
A taxação de compras
internacionais online de até US$ 50 não integra as medidas do governo para
compensar a desoneração da folha de pagamento, disse nesta noite (21) o
ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo ele, a medida não arrecadaria o
suficiente para compensar o impacto do benefício para 17 setores da economia,
estimado em R$ 7,2 bilhões em 2024.
Nas últimas semanas, diversas
entidades ligadas ao comércio e à indústria têm pressionado o governo para
taxar as compras online. Segundo a Federação das Indústrias do Estado de São
Paulo (Fiesp), a manutenção da isenção provoca perda de empregos e prejuízo à
indústria nacional.
Envio
Ao chegar de reunião com o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Haddad afirmou que o governo pretende
divulgar, nesta semana, as medidas da equipe econômica para compensar o acordo
que estendeu a desoneração da folha este ano, com reoneração gradual até 2028.
Nesta terça, o líder do Governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), disse que só
espera as fontes de compensação de receitas para elaborar o parecer.
Haddad também informou que o
governo deve anunciar, também nesta semana, medidas para atender às empresas do
Rio Grande do Sul afetadas pelas enchentes no estado. O ministro da Fazenda
também anunciou que os dois projetos de lei – um ordinário e outro complementar
– para regulamentar a reforma tributária devem sair no início de junho, antes
do feriado de Corpus Christi.