
Foto: Divulgação / CNJ
O corregedor nacional de
Justiça, ministro Luis Felipe Salomão, instaurou nesta segunda-feira (20) um
pedido de providências para que o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) adote
medidas urgentes para regularizar e estruturar os trabalhos desenvolvidos pela
Corte em todo o estado. Durante inspeção ordinária realizada entre os dias 8 e
12 de abril, a Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ) identificou várias
situações consideradas “preocupantes”, especialmente em relação à disparidade
de estrutura administrativa entre o primeiro e o segundo grau de jurisdição.
Na prática, a inspeção verificou que a deficiência administrativa do TJ-BA
tem comprometido toda a atividade jurisdicional. De acordo com a decisão do
ministro, “a desorganização, a precária normatização do serviço integrado e a
desatualização do PJe usado em primeiro grau” são alguns dos achados que
contribuem para que cerca de 5 mil processos da unidade estejam parados há mais
de 100 dias. “É como se metade dos processos da vara praticamente tivesse uma
movimentação por ano”, concluiu o corregedor.
O ministro determinou que, além da instauração do pedido de providências, o
prazo de 30 dias para que o TJ-BA verifique a possibilidade de atualização do
PJe, a normatização de critérios para designar juízes titulares de substituição
em auxílio a varas da capital, de maneira que haja divisão racional e
proporcional da força de trabalho. Destacou ainda a necessidade de exame e da
efetivação de melhor estruturação administrativa dos gabinetes e cartórios
integrados da capital normatizando as atribuições de cada setor, a promoção de
treinamento dos servidores e magistrados acerca das rotinas do sistema PJe e
relatório das condições de segurança (equipamentos e pessoal) existentes em
todos os prédios da capital e do interior.
Para a equipe de inspeção da Corregedoria Nacional de Justiça, a baixa
produtividade e os poucos processos sentenciados com recursos pendentes de
julgamento são reflexo da falta de conexão entre a necessidade administrativa e
a atividade-fim do Tribunal de Justiça da Bahia e a realidade. “A clara
ausência de planejamento estratégico acaba gerando resultados desastrosos.”
Por Bahia
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