
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
O presidente do PL, Valdemar da
Costa Neto, afirma que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) se
filiará ao partido por volta de junho. A informação foi publicada pelo jornal O
Estado de S. Paulo e confirmada pela Folha.
Segundo Valdemar, a informação
foi passada pelo próprio Tarcísio em jantar há cerca de um mês, em Brasília. A
migração do Republicanos para o PL ocorrerá devido a um pedido do ex-presidente
Jair Bolsonaro (PL), diz o dirigente.
Aliados do presidente do
Republicanos, Marcos Pereira (SP), esperam que a mudança leve o PL, que tem 99
deputados, a apoiá-lo na disputa pela sucessão de Arthur Lira (PP-AL) como
presidente da Câmara dos Deputados.
Pereira é um dos pré-candidatos
na eleição pelo comando da Câmara, marcada para fevereiro do ano que vem.
Segundo Valdemar, porém, a troca não passa por negociações sobre as eleições da
Casa.
"Não conversamos sobre a
Câmara, somente sobre São Paulo. Ele [Tarcísio] quer sair bem com o
Republicanos", afirmou o presidente do PL à reportagem.
A assessoria de Tarcísio afirmou
que o governador não descarta ir para o PL no futuro, mas que não há previsão
para troca de partido nem movimentação do político nesse sentido.
Questionada sobre a afirmação de
Valdemar de que o próprio Tarcísio teria dado o mês de junho como data da
mudança, a assessoria voltou a afirmar que Tarcísio não está mudando de
partido.
Em março, quando questionado a
respeito da mudança, Tarcísio negou a possibilidade. "Hoje nós temos um
time, que tem Republicanos, tem PL, tem PSD, tem PP, tem MDB, tem Podemos. Esse
time está unido, então vamos trabalhar em prol desse time para que a gente
tenha, em outubro, uma eleição municipal muito bem-sucedida. Estamos
trabalhando dentro do normal, do que está previsto hoje, sem nenhuma mudança à
vista de curto prazo", afirmou o governador durante evento em São Paulo.
Aliados do governador, no
entanto, sempre afirmaram que ele não teria como negar um pedido do próprio
Bolsonaro. A candidatura de Tarcísio ao governo paulista foi sugerida pelo
ex-presidente, que se engajou na campanha.
Bolsonaro queria que o
governador já tivesse disputado as eleições de 2022 pelo PL. Uma das
preocupações dele era que o eleitor confundisse os partidos e deixasse de votar
em Tarcísio porque ele não seria o número 22, como era o então candidato à
Presidência.
No primeiro turno da eleição de
2022, mais de 500 mil eleitores votaram 22, número do PL, para governador,
quando número de Tarcísio era 10 --o que levou à anulação desses votos.
Um acordo para que o Republicanos apoiasse a reeleição de Bolsonaro, porém, fez com que Tarcísio se filiasse ao seu atual partido. Segundo aliados, o ex-presidente prefere que o governador seja do mesmo partido que o seu para ampliar a identificação dos eleitores e porque a legenda tem mais capilaridade.