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A Prefeitura de Ilhéus se
manifestou a respeito da Operação Teatro Mambembe,
deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (18), que investiga
supostas fraudes e desvios da gestão do município do Sul baiano.
Em nota, a prefeitura alegou que “em momento algum houve solicitação prévia
de esclarecimentos ou de documentos à administração pública”, e acusou que a
ação da PF tinha a intenção de causar “espetacularização e exposição indevida
de pessoas, do que propriamente esclarecer os fatos”.
“Afinal, caso fossem analisadas as documentações do município, se teria
verificado a regularidade dos processos”, diz a nota. No comunicado, a
prefeitura afirma que continuará colaborando com as autoridades competentes
para que todos os fatos sejam esclarecidos da forma mais transparente e
eficiente possível.
O caso envolve a contratação de
uma empresa para fazer manutenção e conservação de prédios públicos. Ao todo,
13 mandados de busca e apreensão são cumpridos.
Segundo o G1, as investigações começaram em 2022 e apontam a suspeita de um
esquema de direcionamento da licitação para a empresa vencedora; fraude
documental e superfaturamento dos serviços contratados, o que teria acarretado
em prejuízos para a população.
Ainda segundo informações, diversas obras não foram executadas pela empresa
vencedora da licitação, mas por pessoas vinculadas a agentes públicos da
prefeitura e da Câmara de Vereadores. A PF informou que a empresa investigada
atua desde 2019 e teria sido beneficiada em contratos que somam mais de R$ 50
milhões.
Por Bahia
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