Os abalos sísmicos sentidos em São Miguel das Matas, no Vale do Jiquiriça, quebraram a rotina de dezenas de famílias da cidade de pouco mais de 10 mil habitantes. Segundo o prefeito Zé Renato (PP), o evento sismológico deixou marcas não apenas nas construções, mas, também, no psicológico de idosos e crianças que apresentam dificuldades de retornar à rotina anterior aos tremores que levaram o município a ser pauta nacional. 

Nesta sexta-feira (25), quando um novo tremor foi registrado na região, o governo da Bahia homologou o estado de situação de emergência. O novo abalo foi de pouco menos de 2 de magnitude, o que não chega a ser sentido por moradores, conforme informou o gestor.

“Assim que aconteceu o primeiro tremor, curiosamente, no domingo, a nossa emergência do posto de saúde nunca recebeu tanta gente, ficou abarrotada, principalmente de pessoas idosas, isso obviamente nos chamou atenção (...) Posso dizer que o comportamento das pessoas mudou, tem gente que mesmo ser ter suas casas destruídas apresenta dificuldade em voltar para residência. Há casos que eu não sei o que fazer, como o de crianças que estão com medo de entrar em casa e que só querem ficar embaixo de árvores”, comentou Zé Renato. 

Atualmente, a prefeitura arca com o aluguel social de cerca de 10 famílias que ficaram desabrigadas ou tiveram que ser desalojadas. Cinco residências que foram demolidas devido a má condição estrutural estão sendo reerguidas na zona rural. 

O primeiro terremoto foi registrado na manhã do domingo do dia 30 de agosto. Com magnitude de 4,6, o evento foi sentido entre o Recôncavo Baiano e o Vale do Jiquiriçá, além de Salvador e cidades das regiões sul e sudoeste. Nos dias seguintes, 15 novos abalos foram registrados.

Deixe seu Comentário